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A história macabra da serie el chavo del ocho


O ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.

Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.



Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.



Direitos do SBT sobre o "chaves"

O SBT não teria renovado os direitos de exibição sobre vários episódios, uma vez que existiam as novas versões e não valeria à pena gastar dinheiro (a emissora estava em crise) passando os "velhos". Essa hipótese poderia estar diretamente ligada à da substituição das versões. Como estes episódios foram comprados em pacotes, muitos outros episódios do pacote que não possuem outras versões também foram sacrificados, incluindo episódios que só foram exibidos uma vez.

 Censura:

Episódios com cenas "não recomendadas" para crianças, com atitudes dos personagens que influenciariam o público infantil a cometeram tais atos. Veja alguns episódios que não são mais exibidos e uma hipotética justificativa para o cancelamento dos mesmos:

"Os Inseptos" -1ª versão: Chaves lambe o ferro quente de passar roupas

"Brincando de Atropelamento"(A cruz vermelha 1ª versão): Chiquinha coloca esmalte de unha no olho do Kiko para simular o sangue na tal brincadeira.(coisa que seria perigoso na vida real)

Apesar de tudo, esse episódio engraçadíssimo que virou um clássico tem coisas que poderiam justificar seu cancelamento:No episódio, o tema espiritismo é abordado,e junto com ele muita coisa engraçada. Até é realizado uma sessão espírita pela Dona Clotilde em plena meia noite na casa do Seu Madruga. Talvez a emissora não achou cabível tratar assim o tema e da maneira que foi feito que poderia agredir de uma certa maneira a Religião Espírita que no Brasil é uma das maiores do mundo. E pra completar, no final do episódio, após o fracasso da sessão espírita, Dona Clotilde faz uma crítica que não agradaria nada aos adeptos da tal religião e muito menos o senhor Rick Medeiros que é um dos poderes do SBT.

Fonte da matéria: averdadeestampada.blogspot.com.br e :poltergeistmacabro-vs666.blogspot.com.br

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