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Quanto faturam algumas baianas vendedoras de acarajé na Bahia

Quando você compra um bolinho por R$ 8 (com camarão, provavelmente), talvez não imagine qual seja o faturamento de uma baiana, dessas mais famosas, por mês. Mas, pelos cálculos baseados nas vendas informadas pelas próprias quituteiras, essas cifras chegam a seis dígitos.

Fizemos uma estimativa levando em conta o número médio de acarajés vendido pelas baianas ao longo de quatro semanas – contando que elas trabalharam todos os dias da semana. Às sextas-feiras e aos sábados, apontados como os dias mais movimentados, utilizamos o número máximo. Nos outros dias, fizemos a conta utilizando a menor quantidade de bolinhos informada. Além disso, assumimos que 70% dos acarajés vendidos tinham camarão, de acordo com a previsão das próprias quituteiras.

E, claro: o que entra no caixa não significa lucro. Tem baiana que trabalha com mais de 20 funcionários e todas precisam arcar com os custos dos materiais, de água, da energia, do gás, do transporte... Fora a própria mão de obra. Sem contar que esses números são mais comuns no Verão. e que, em dias com chuva, muitas nem montam o tabuleiro.

Acarajé da Dinha – R$ 115 mil


Nesse caso, só contamos o ponto do Rio Vermelho, onde, segundo a filha de Dinha, Cláudia Assis, até 800 acarajés são vendidos às sextas e aos sábados – quando chegam a vender um acarajé e meio por minuto. “Além da tradição, a gente mantém a qualidade e estamos numa localização privilegiada, que é um bairro boêmio e noturno”, diz Cláudia, referindo-se ao sucesso do bolinho da família.

Onde fica: No Largo de Santana (também chamado “Largo da Dinha”), no Rio Vermelho

Horário: das 16h30 à 1h da manhã

Quanto custa: R$ 8,00 com camarão/ R$ 6,00 sem camarão

Além do acarajé: também vendem abará, passarinha, bolinho de estudante, cocada, doce de tamarindo



Acarajé da Meire – R$ 64 mil


Para Meire Carvalho, que é baiana há sete anos, o segredo é saber inovar. Há cinco meses, também vende acarajé com siri catado. “Precisamos de tradição, mas inovação é sempre bom. A procura (pelo acarajé com siri) é grande”.

Onde fica: Avenida Dom João VI, Brotas, próximo à Sorveteria Amaralina.

Horário: das 15h às 23h.

Quanto custa: R$ 7,00 com camarão/ R$ 5,00 sem camarão/ R$ 8,00 com siri catado

Além do acarajé: vende abará, bolinho de estudante e cocada



Acarajé da Cira – R$ 43 mil

Apesar de Cira ter um ponto tradicional em Itapuã, só foram contabilizados os acarajés do ponto do Rio Vermelho. “Por conta da reforma da Orla, o movimento caiu bastante lá (em Itapuã)”, conta a filha da baiana, Jussara dos Santos.

Onde fica: No Largo da Mariquita, no Rio Vermelho

Quanto custa: R$ 8,00 com camarão/ R$ 7,00 sem camarão

Além do acarajé: também vendem abará, passarinha, bolinho de estudante


Acarajé da Nide – R$ 33 mil


A banca de Nide é uma das que dá as boas vindas aos turistas que chegam à Bahia pelo Aeroporto há 12 anos.

Onde fica: Aeroporto de Salvador

Horário: funciona 24 horas por dia

Quanto custa: R$ 8,00 com camarão/ R$ 7,00 sem camarão

Além do acarajé: abará, cocada, bolinho de estudante, biscoito de goma e beiju seco


Acarajé da Tânia – R$ 28 mil


O ponto onde Tânia Nery vende seu acarajé é da família há mais de 80 anos. Foi ali que a avó e a mãe começaram a vender e onde ela aprendeu o ofício, desde os 14 anos. No ano passado, foi uma das baianas “padrão FIFA” e pôde vender seu acarajé na Fan Fest da Copa do Mundo do Brasil. “Tenho clientes do mundo inteiro e tudo que faço é artesanal. No meu tabuleiro, você come caruru quente, camarão quente. Me dedico única e exclusivamente a esse ponto”, conta.



Onde fica: Farol da Barra

Horário: das 12h às 23h30

Quanto custa: R$ 8,00 com camarão/ R$ 7,00 sem camarão

Além do acarajé: abará, cocada

Fonte :correio24horas.com.br/detalhe/noticia

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